Relatório divulgado pela mineradora mostrou também a queda na dívida líquida de US$ 2,3 bilhões e 75% de avanço físico na mina e planta de S11D

A Vale produziu 88,2 Mt de minério de ferro no 3T15 – recorde trimestral com a produção de Carajás atingindo 33,9 Mt, o que também significou um recorde para um terceiro trimestre. A receita bruta totalizou US$ 6,618 bilhões no 3T15, marcando uma redução de US$ 467 milhões em relação ao 2T15, como resultado de menores preços de finos de minério de ferro (US$ 281 milhões), níquel (US$ 136 milhões), cobre (US$ 98 milhões) e pelotas (US$ 74 milhões), parcialmente compensada por maiores volumes de finos de minério de ferro (US$ 167 milhões).

Os custos e despesas, líquidos de depreciação, foram de US$ 4,649 bilhões no 3T15, representando uma redução de US$ 288 milhões em relação ao 2T15, apesar do aumento dos volumes de vendas.

O custo caixa C1 FOB porto por tonelada métrica para os finos de minério de ferro ex-royalties alcançou US$ 12,7/t no 3T15 contra US$ 15,8/t no 2T15, o menor da indústria de minério de ferro, impulsionado pelas iniciativas de redução de custos em curso e pelos ramp-ups das minas de N4WS e N5S e de alguns dos projetos de Itabiritos.

O EBITDA ajustado foi de US$ 1,875 bilhão no 3T15, ficando 15,3% abaixo do 2T15 principalmente como resultado de menores preços que impactaram negativamente o EBITDA em US$ 715 milhões. Menores custos e despesas e maiores volumes de vendas compensaram parcialmente o impacto dos menores preços no EBITDA em US$ 481 milhões e US$ 62 milhões, respectivamente. A margem do EBITDA ajustado foi de 28,8% no 3T15.

Os investimentos totalizaram US$ 1,879 bilhão no 3T15, sendo que os investimentos na execução de projetos somaram US$ 1,232 bilhão, enquanto os investimentos na manutenção das operações existentes foram de US$ 647 milhões.

Os desinvestimentos somaram US$ 1,537 bilhão no 3T15, com US$ 1,089 bilhão da venda de 36,4% das ações preferenciais da MBR e US$ 448 milhões com a conclusão da venda de quatro navios VLOCs (very large ore carriers) para a China Merchants Energy Shipping Co.

O prejuízo líquido foi de US$ 2,117 bilhões no 3T15 contra um lucro líquido de US$ 1,675 bilhão no 2T15. A redução de US$ 3,792 bilhões no lucro líquido deveu-se, principalmente, aos efeitos no resultado financeiro da depreciação de 28% do BRL contra o USD no 3T15 contra a apreciação de 3% no 3T15. O lucro básico recorrente foi negativo em US$ 961 milhões no 3T15, contra US$ 973 milhões no 2T15.

A dívida bruta totalizou US$ 28,675 bilhões em 30 de setembro de 2015, significando uma redução de US$ 1,098 bilhão em relação à posição de dívida em 30 de junho de 2015. A dívida líquida diminuiu US$ 2,296 bilhões, totalizando US$ 24,213 bilhões com posição de caixa de US$ 4,462 bilhões. O prazo médio da dívida foi de 8,3 anos com um custo médio de 4,37% por ano.

O EBITDA do segmento de Minerais Ferrosos foi apoiado por significativas reduções em custos e despesas

• O EBITDA ajustado de Minerais Ferrosos no 3T15 foi de US$ 1,652 bilhão, ficando US$ 159 milhões abaixo do US$ 1,811 bilhão alcançado no 2T15, principalmente como resultado dos menores preços realizados de venda (US$ 358 milhões) e menores dividendos recebidos da Samarco (US$ 146 milhões) e das usinas pelotizadoras arrendadas (US$ 31 milhões), que foram parcialmente compensados por maiores volumes de venda (US$ 42 milhões), menores custos1 (US$ 103 milhões) e menores despesas (US$ 14 milhões).

• O EBITDA ajustado permaneceu estável no 3T15 se comparado ao 2T15 quando excluímos os maiores dividendos recebidos pela Samarco e pelas plantas pelotizadoras arrendadas no 2T15.

• O EBITDA ajustado excedeu o capex total do segmento de Minerais Ferrosos em US$ 553 milhões no 3T15 contra US$ 534 milhões no 2T15.

• O preço CFR referência em base seca (dmt) de finos de minério de ferro da Vale (ex-ROM) diminuiu US$ 5,5/t dos US$ 61,5/t no 2T15 para US$ 56,0/t no 3T15, sendo US$ 1,1/t acima da média do índice de referência Platts IODEX 62% de US$ 54,9/t no 3T15.

• A qualidade do produto medida pelo conteúdo de Fe melhorou de 63,2% no 2T15 para 63,5% no 3T15, principalmente devido aos ramp-ups das minas de N4WS e N5S e dos projetos Itabiritos.

• O custo unitário do frete de minério de ferro foi de US$ 16,4/t no 3T15, ficando US$ 0,4/t abaixo dos US$ 16,8/t registrados no 2T15.

• O custo e despesa unitários (ajustados pela qualidade e umidade) para a tonelada de finos de minério de ferro em base seca (dmt) entregue na China diminuíram de US$ 39,1/t no 2T15 para US$ 34,2/t no 3T15 (e US$ 32,4/t em vendas combinadas de finos de minério de ferro e pelotas).

• Os investimentos na manutenção das operações existentes de finos de minério de ferro foram de US$ 209 milhões (US$ 3,1/wmt2) no 3T15, ficando US$ 1,0/wmt abaixo do 2T15.

• S11D alcançou 75% de avanço físico na mina e planta, 50% na ferrovia e porto, e 72% no ramal ferroviário.

O EBITDA de Metais Básicos diminuiu como resultado dos menores preços de níquel

• As receitas de venda alcançaram US$ 1,355 bilhão no 3T15, ficando US$ 301 milhões abaixo do 2T15 principalmente como resultado dos menores preços (US$ 255 milhões).

• O EBITDA ajustado foi de US$ 193 milhões no 3T15, ficando US$ 213 milhões abaixo do 2T15, e tendo sido negativamente impactado em US$ 86 milhões com a diminuição do preço do cobre na curva futura no final do 3T15, que determinou ajustes no preço provisório de: (a) vendas realizadas em trimestres anteriores e finalizadas no 3T15 (US$ 28 milhões); e (b) vendas ainda em aberto no final do 3T15 (US$ 58 milhões).

• A produção de níquel alcançou 71.600 t no 3T15, ficando 6,7% acima do 2T15, como resultado da maior produção em Sudbury, Indonésia e Nova Caledônia, a despeito das paradas programadas em Sudbury e Thompson no 3T15.

• A produção de cobre alcançou 99.300 t e a de ouro apresentou o melhor desempenho em um terceiro trimestre com produção de 100.000 oz.

• O EBITDA de Salobo alcançou US$ 77 milhões, a despeito de menores preços e ramp-up mais lento do que o esperado para julho e agosto de 2015, o que foi parcialmente compensado pela taxa de utilização de 90% em setembro de 2015.

• Os volumes de produção e venda de cobre e níquel devem aumentar no 4T15 com a conclusão de todas as manutenções programadas para o ano e maior produção de fontes próprias de minério, em conjunto co

m o alcance da capacidade nominal de produção de Salobo.

O EBITDA do segmento de Carvão diminuiu com maiores custos e menores preços

• O EBITDA ajustado de carvão diminuiu para -US$ 129 milhões no 3T15 contra -US$ 102 milhões no 2T15, principalmente como resultado de maiores custos de produção (US$ 35 milhões) e de menores preços (US$ 10 milhões), que foram parcialmente compensados por menores despesas (US$ 13 milhões).

• Os custos de produção aumentaram principalmente como resultado: (a) do consumo adicional de estoques de carvão de maior custo em função do aumento de vendas e menor produção de ROM em Carborough Downs; (b) da remoção de estéril antecipada durante a parada para manutenção da planta em Moçambique.

• Moatize II alcançou 96% de avanço físico com investimentos de US$ 93 milhões enquanto o Corredor Logístico Nacala alcançou 94% de avanço físico com investimentos de US$ 212 milhões no 3T15.

O EBITDA do segmento de Fertilizantes continuou a apresentar melhora devido a maiores volumes de venda e menores custos

• O EBITDA ajustado de Fertilizantes aumentou para US$ 197 milhões no 3T15 quando comparado aos US$ 163 milhões no 2T15, principalmente devido aos maiores volumes de venda (US$ 69 milhões) e menores custos (US$ 40 milhões), que foram parcialmente compensados por menores preços (US$ 54 milhões) e maiores despesas (US$ 21 milhões).

No 3T15 a empresa reduziu custos e despesas substancialmente, alcançou uma significativa redução em custos caixa C1 em finos de minério de ferro e continua no processo de desinvestimento e reduziu a dívida líquida.

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1Efeito líquido em custos, após ajustes pelos impactos de volume e variação cambial

2wmt = tonelada base úmida

Fonte: Redação MM