Projeto para prolongamento da vida útil dos motores gerou uma economia de R$ 2,6 milhões nos últimos quatro anos
A equipe de Manutenção da AngloGold Ashanti conseguiu elevar a vida útil, a produtividade e a disponibilidade dos motores a diesel dos caminhões AD30 de 12 mil para 20 mil horas, na unidade Serra Grande, em Crixás (GO). O aumento foi possível graças a adoção de técnicas de manutenção preditiva e preventiva, pessoal qualificado e otimização do uso de componentes.
O método de lavra mais utilizado atualmente nas minas da unidade Serra Grande é o sublevel stopping que, em função de ser muito mais produtivo, exige mais da frota de equipamentos pesados que os demais métodos. Desta forma, o estudo, iniciado em 2011, visava reduzir a quebra prematura dos componentes e evitar paradas prolongadas dos equipamentos. Foram avaliados motores (Diesel C15) da frota de caminhões AD30, modelo Caterpillar. “O trabalho permitiu o salto de uma situação estimada de 29 trocas previstas para 15 executadas e um acréscimo da vida dos motores em 66%. Para se ter ideia, já no segundo ano, alcançamos 14 mil horas de durabilidade de alguns motores”, afirma Francisco Neto, chefe de Planejamento de Manutenção. A economia obtida nos últimos quatro anos é de R$ 2,6 milhões.
Ao longo do desenvolvimento do projeto, foram utilizados o programa de análise de óleo, o monitoramento do desempenho e as inspeções durante a desmontagem dos motores falhados/substituídos por vida útil exaurida, com a finalidade de detectar falhas prematuras. “Todas as falhas prematuras verificadas têm a mesma causa: o desgaste nos cabeçotes e, em função desta falha, tiveram o rompimento do bloco, empeno da(s) biela(s) e quebra do eixo balancim, dentre outros danos”, explica Celso Arruda Gundim, supervisor de Manutenção Mecânica.
A criação de uma ferramenta específica de gestão dos dados foi um dos grandes diferenciais do projeto. Com a introdução dessa ferramenta foi possível receber mais variáveis como horas trabalhadas, pressão de lubrificação e análise de óleo, além de traduzir os dados em previsão de troca do componente. “A nova ferramenta colabora na projeção de troca, compilando informações e transformando o resultado em uma data futura estimada, com alto grau de assertividade e confiabilidade”, destaca Francisco Neto. A iniciativa também contou com a participação do fornecedor do equipamento (dealer Caterpillar) na capacitação dos envolvidos com o programa de análises de óleo e na execução das avaliações técnicas de desempenho.
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