O Piauí é hoje o 4º estado brasileiro em potencial de mineração. Diariamente dezenas de empresas nacionais, multinacionais e até mesmo pessoas físicas procuram o Departamento Nacional de Produção Mineral(DNPM) em Teresina para solicitar um requerimento de autorização para pesquisa mineral em território piauiense.

Esse documento é o primeiro passo para se montar uma mineradora e fazer a lavra do minério. Os pedidos são para os mais diferentes tipos de minérios, que vão deste o diamante, passando pelo níquel, ferro, manganês, até chegar em fertilizantes e ou simplesmente para a exploração de uma mina de brita e argila.

O DNPM deverá expedir durante todo o ano de 2008 cerca de 1.800 requerimentos para pesquisa mineral. Este número é mais de 10 vezes maior do que os pedidos registrados até 2004 daquele órgão do Ministério das Minas e Energia no Piauí, segundo Carlos Eugênio Leal Barbosa, diretor do distrito do órgão no Piauí. “Até 2004 nós registrávamos no máximo 100 destes pedidos por ano”, conta ele.

Na semana passada Carlos Eugênio se surpreendeu com a chegada no seu gabinete de uma comitiva de empresários japoneses, que se mostraram interessados em explorar manganês no Piauí, em municípios da região Sul do Estado. Segundo ele, o Piauí hoje é o quarto estado brasileiro em número de requerimentos solicitados, ficando atrás apenas da Bahia, Minas Gerais e Goiás, nesta ordem.

“Fazendo uma comparação com o cerrado que foi descoberto por grandes produtores, principalmente de soja e algodão e ganhou o apelido de última fronteira agrícola, podemos dizer sem medo que também somos a nova fronteira mineral do Brasil”, explica Carlos Eugênio.

Já é de conhecimento geral que empresas de grande porte exploram minérios no Estado, como o níquel em Capitão Gervásio, opala em Pedro II, vermiculita em Queimada Nova, brita em Teresina e granito em Fronteiras, onde também já existe fábrica e uma mina de cimento sendo explorada por um grupo muito grande. “Além destes casos há outros, como o petróleo, que apesar de não ser da competência do DNPM no Estado, já é sabido que o governador Wellington Dias espera anunciar, antes de findar o seu governo, que há petróleo em território piauiense e que será explorado em breve”, afirma.

Mas nem tudo que reluz é ouro neste ramo da mineração. Há ainda muita exploração ilegal de minas e jazidas que o DNPM procura coibir com as fiscalizações rotineiras. Os técnicos andam em todo o Estado onde, além de verificarem a situação legal da lavra, ainda fiscalizam as condições de armazenamento dos explosivos usados para abrir buracos e encontrar mais minérios.