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Mineração gera quase 2 milhões de empregos na Amazônia

Mesmo com seu efeito ambiental devastador, a mineração na Amazônia é responsável pela geração de quase 2 milhões de empregos. É o que garantem estudos do Serviço Geológico Brasileiro. No ano de 2006, o setor gerou 131 empregos direitos. Levando-se em conta seu efeito multiplicador, o número de empregos sobre para 1,7 milhões. Para cada posto de trabalho na mineração são criados 13 outros empregos ao longo da cadeia produtiva. Os números não incluem aqueles gerados nas fases de pesquisa, prospecção e planejamento, e os decorrentes da mão-de-obra proveniente de garimpos.

Elen Araújo Barcellos discorda dos números do serviço geológico. “A geração de empregos pela atividade de mineração é baixa e aproxima-se de 14 mil empregos para todo o setor”, afirma Elen em Mineração e Desflorestamento na Amazônia Legal.

Conforme a pesquisadora, os principais elos de suas cadeias produtivas se localizam fora da região e a maior parte da renda gerada é direcionada para as regiões mais desenvolvidas do Brasil ou para o exterior, “gerando efeitos irradiadores mínimos na Amazônia”.

Megaempreendimentos e a exploração garimpeira, de pequena escala, dominam a exploração mineral a Amazônia. Os investimentos são superiores a US$ 7 bilhões. “Mas, mesmo assim, as atividades mínero-metálicas não tem sido capazes de impulsionar processos locais de desenvolvimento sustentável”, descreve o Plano Amazônia Sustentável (PAS). Preparado pelo governo, o plano é um diagnóstico das potencialidades e problemas da Amazônia.

As empresas engajadas na extração e transformação de minerais na Amazônia estão hoje localizadas na porção oriental da região. É o caso da extração do ferro, manganês e cobre, em Carajás (PA), e do caulim, na região de Paragominas (PA). O manganês foi extraído no Amapá até o final da década passada, quando as jazidas se esgotaram. Já a bauxita é explorada na região do rio Trombetas, no Pará, e a cassiterita no Amazonas e Rondônia.

Baixos benefícios

Conforme o PAS, os empreendimentos minerários na Amazônia têm características de enclave: baixos benefícios econômicos para a população local e reflexos ambientais que se estendem além das áreas de exploração e ao longo do tempo. Exemplo disso é o caso dos resíduos da mineração de manganês no Amapá. “A verticalização da produção mineral na região Amazônia poderia gerar mais emprego e renda, mas depende de energia de baixo custo e tem elevado impacto ambiental”, avalia o plano governamental.

Para transformar a bauxita em alumínio primário usa-se a energia elétrica de Tucuruí (PA), fortemente subsidiada. Boa parte do minério de ferro é transformada em ferro-gusa – um processamento intermediário para a produção do aço – e, para completar, a atividade industrial recebe incentivos públicos, sobretudo, do Fundo de Financiamento da Amazônia (Finam). Cerca de 40% do custo da produção de ferro-gusa depende de carvão vegetal, oriundo quase que exclusivamente da floresta primária, o que, necessariamente, implica desmatamento.

“A geração de tributos da atividade mínero-metálica poderia ter repercussões significativas para o desenvolvimento regional, mas estes são de pouca monta se comparados ao faturamento das empresas”, reconhece o PAS. Para o governo, as atividades mineração não foram capazes de impulsionar, na Amazônia oriental brasileira, processos de desenvolvimento de base local, endógenos, socialmente enraizados.

Expansão da atividade

Até meados na década de 1970 a exploração restringia-se ao manganês no Amapá, na Serra do Navio, e de ouro e cassiterita – minério de estanho – em garimpos disseminados pelos vários pontos do território. Mas com a pesquisa mineral, foram realizadas novas e destacadas descobertas de ocorrências minerais. A maior deles se deu na Serra dos Carajás, no município de Paraupebas (PA).

A Companhia Vale do Rio Doce extraiu em 2004 um total de 68,5 milhões de toneladas de ferro – correspondente a aproximadamente 25% do total nacional – dos quais 84%, isto é, 58 milhões de toneladas foram exportados. Deve-se ampliar nos próximos anos a produção de ferro e de cobre e de iniciar-se a de nível. Para este ano, por exemplo, estima-se a extração de 150 milhões de toneladas, essencialmente destinadas ao mercado externo.
Fonte: Padrão